O blog não passa de uma colcha de retalhos embasada na cultura pop gerada pelos Beatles e tudo que veio depois ou antes dos rapazes de Liverpool.
Deixo aqui meus trabalhos de pesquisas como hobby. Sou Sergio Machado, também sou Sergio Aparecido Machado ou simplesmente "Panda". Todo o material aqui postado foi é fruto de extensas pesquisas como um hobby cultural! O objetivo desse blog é apenas esse mesmo: buscar realidades históricas a partir de um atalho chamado The Beatles.
Talvez a música Helter Skelter, considerada por muitos, como primeiro "Heavy Metal" da História, estigmatizada por Charles Mason quando do brutal assassinato de Sharon Tate e mais quatro amigos na casa localizada em Cielo Drive, nas colinas de Hollywood, onde Sharon, grávida de oito meses, residia com seu marido Roman Polanski em 09 de agosto de 1969, também possa ser a trilha sonora do que foram os anos 60, aqui descrito em seus fatos mais marcantes!
É importante ressaltar o contexto social, político e econômico onde os Fab4 estão inseridos, considerando-se que John, Paul, George e Ringo sejam talvez os mais famosos "Baby Boomers" no mundo!
Esse vídeo também mostra um pouco do surgimento do rock'n'roll negro e sua influência nos jovens britânicos que deram início à 1ª Invasão Britância nos E.U.A.
As cores mórbidas das musicas de Lennon , me remetem a suposições de cunho ligeiramente “onanista”, uma vez que não possuo (ainda!) qualquer documento que possa embasá-las, mas algo me diz (não deus...talvez minha sintonia com o universo) que em I Want You, Lennon dentro de suas terapias “Primal Scream”, realmente queria, e o que deixava louco, conforme berra na citada canção, era deus, esse deus tão propalado dentro de uma perspectiva cristã (cá entre nós, mais ambígua que tudo que já vi ou li), o qual não encontrou pelo simples fato de que dentro de tal perspectiva, não o encontraria mesmo (que me desculpem os crentes que possam pensar de forma diferente, mas é assim que penso).
Quando buscamos um pouco de aprofundamento quanto à compreensão (ou tentativa de..) de Strawberry Fields, ainda dentro de minhas suposições onanistas, penso que Lennon buscasse informar que mais prático seria viver dentro de um manicômio do que buscar deus, afinal ali, “nothing is real and nothing to get hungabout...”, sendo assim, o que poderia ser mais cômodo que “Campos de Morango Para Sempre”???
Penso que o verso chave possa ser “That is you can't you know tune in but it's all right, that is I think it's not too bad” (“Ou seja, você não consegue, você sabe, entrar em sintonia, mas tudo bem, ou seja, eu penso que eu não seja tão mal”) e quando faz menção dos opostos “high and low”, pode ser que haja uma referência subliminar dos conceitos cristãos de “céu e inferno” (nada posso afirmar com convicção visto a falta de embasamento documentado) tão enraizados nas mentes humanas por obra dos “Money Makers” religiosistas???
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Finalmente, essa mente perturbada de Lennon, um dia acorda e resolve romper com o medo “cristão” (todos somos, fomos ou seremos tementes até quando agüentarmos...no meu caso...um dia acordei!) e esbravejar que não acreditava em deus, jesus, Beatles, elvis e tantos outros mitos em seu "testamento" sobre deus, quando na canção God, deixa bem claro que "O Sonho Acabou", a meu ver, o principal sonho, o de que deus existisse. Penso que essa seja a grande revelação que esse antes-cristão nos revela, dentro de toda sua realidade perante as irrealidades dicotômicas, e ainda dá satisfação à humanidade, que sempre tinha olhos para ele, e como!
O homem Lennon quase precisou se justificar ao papa (como se o papado tivesse algum valor exceto faturar alto!) quando disse que eram mais populares que cristo... e daí??? Já era o início de sua longa jornada de questionamentos e buscas, penso eu.
Lamento que Lennon tenha tido de “gritar” em suas terapias, para romper com os temores cristãos. Só foi encontrar a tão almejada “paz” quando se despiu das vestes cristãs e tratou de por a mão na massa, buscando o ativismo político. Quando, de verdade vestiu suas roupas originais. E dentro de um prisma político, há pouco espaço para crenças ou religiosimos (é claro... para aqueles que não misturam religiosismos com Real Politik para angariar votos!).
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Harrison seguiu um caminho alternativo, na prática, buscou uma abordagem mais tranqüila para encontrar essa tão almejada paz de espírito e tomou o trem para a Índia. Lennon foi junto e não tendo encontrado o deus dentro nos parâmetros cristãos, escreveu Sexy Sadie...
O grande mérito de George, em minha opinião, foi ter se apegado a algo com afinco que lhe ajudasse a manter o equilíbrio do espírito, esse hoje, mais rotulado como “energia”, ainda assim, a única verdade nesse circo de horrores implantado por Constantino I na Roma Antiga para reerguer o decadente Império Romano lá pelo ano 300 “depois de cristo” (quem fez essa divisão afinal?), que desvinculou o espírito da “Money Maker Mor”.
Lamento que o fundamentalismo cristão tenha se espalhado por todas as outras formas de crenças, pois, dentro de minhas convicções, Harrison não conseguiu ficar imune ao apego ao “Senhor”, aí se entenda “My Sweet Lord”, querendo vê-lo, senti-lo e tudo mais, e lamentando que demorasse tanto... Harrison era o homem certo no planeta errado (ao meu ver). Pelo menos, consegui ficar por aqui em equilíbrio, o que em si, já é um grande feito, quando a ordem das tábuas (que nunca vi!) impõe o temor e esse, impõe aos mais questionadores, a possibilidade do desequilíbrio.
As questões para Harrison eram urgentes, enquanto para Lennon, eram desesperadoras.
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Nesse ponto, chego a acreditar que os únicos com “Software Livre” eram e continuam sendo MacCartney e Ringo, uma vez que não enxergo conflitos nesses dois senhores, oriundos de “Windows”.
Não consigo, por mais que force a mente, me recordar de alguma canção McCartniana ou Ringoniana onde questões religiosas sejam expostas em forma de dúvidas ou apegos. Penso que o velho Macca, bem como o velho Ringo (velho na acepção carinhosa da palavra), sejam os verdadeiros agnósticos dentro dos Fab4, embora tenham sempre protegido tal informação até para não serem vistos com outros olhos.
Talvez essa seja uma das razões pelas quais o Macca seja mais lírico, mais dócil musicalmente falando, talvez por contemplar o Universo como verdade, não se restringindo a pré-conceitos. Para ilustrar essa abordagem descentralizada de dogmas e qualquer outro vocábulo, gostaria apenas de citar o comentário lúdico-realista de Macca quando soube da morte de sua mãe do alto de seus 12 ou 13 anos, quando virou-se para o irmão e indagou: “E agora? Como vamos fazer sem o salário dela?” (uma vez que a principal fonte de sustento da família vinha dela).
É claro que o Macca já se retratou dessa indagação várias vezes para efeito de imagem, mas sinto ali um indício de sua liberdade de cunho libertário. Para mim, tanto Macca quanto Ringo, são sagazes libertários disfarçados de “cristãos”.
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Enquanto Lennon se explicava para uma Klu Klux Klan enfurecida, composta de sulistas norte-americanos a serviço do departamento mais sombrio da igreja católica, Macca dissimulava (nem chegava a sentar no muro... talvez por não vê-lo) e Ringo nem dava as caras, pois tinha mais o que fazer, e acima de tudo, nem ele nem George, eram sustentáculos de Lennon como foi Paul, que “tinha” de estar ali na hora.
Lembro-me bem de uma apresentação de Ringo no programa Storytellers do canal VH1, onde explica que ele e George resolveram um dia compor uma música. Ele afirma que se sentaram para discutir sobre o que iriam abordar na mesma, e George, de pronto lhe disse: “Vamos falar de deus” ao que Ringo rebateu: “Não! Não quero falar de deus” (enfatizando a palavra com ligeiro deboche) e George continuou a sugerir temas de cunho religiosistas, sempre refugados por Ringo, até que sugeriu o tema “Paz” ao que Ringo disse: “Ok! Paz! Vamos falar sobre paz!” (entendo que ele tenha sempre estado em paz, assim como o Macca), e daí nasceu “It Don’t Come Easy”.
Ou seja, Ringo já manifestou suas opiniões ou falta das mesmas sobre o assunto, enquanto Macca ainda posa de dissimulado.
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Não condeno Ringo, pois creio que não há de se dar satisfações a quem quer que seja em questões dessa natureza (bem como uma infinidade de tantas outras). E dentro de um planeta onde o “bom mocismo” advém de um rótulo católico ou cristão ou de qualquer outro religiosismo, Macca guarda a sete chaves seus conceitos para continuar agradando seus fãs gregos e troianos.
Lennon questionou tanto e acabou nas mãos de um religiosista Texano (só o Universo para explicar... será que o pai - militar de patente e “espancador de esposa” nas horas vagas - de Chapman não estava lá no sul queimando discos dos Beatles em 66???).
Harrison partiu daqui, “como ansiava” para encontrar seu “Sweet Lord” (terá encontrado, ou terá descoberto, hoje em forma de energia, que poderia ter estudado um pouco de física quântica para se livrar de questionamentos?). Bem, ficam aí minhas considerações dentro de meus entendimentos sob uma óptica de Universo e não de deus e todos os religiosismos que se seguem.
Essencialmente híbrido na origem, o rock inclui elementos de vários estilos musicais americanos negros e brancos: blues acompanhado por violão; rhythm and blues negro, destacado por solos de saxofone; música gospel negra e branca; música country e western branca; e as canções de populares crooners brancos e grupos vocais.
Surgindo no período de 1954–55, a música rock era inicialmente chamada de “rock 'n' roll.”, uma mistura natural de todos os elementos anteriormente mencionados, agrupados por Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino, Bo Diddley, Roy Gaines e outros nomes Afro-Americanos. Não apenas eles plantaram as sementes do rock and roll como nós o conhecemos, mas eles também deram vida a um novo beat (uma nova batida).
Nesse sentido, é importante enfatizar que o Blues, e Rhythm and Blues eram muito adultos, sensuais, agressivos e unicamente identificados com a cultura negra para serem aceitáveis tanto emocionalmente ou comercialmente sem adaptação. As principais gravadoras há anos produziam discos para públicos negros chamados “race records” ou “discos raciais”.
Chuck Berry - Johnny B Goode
Little Richard - Long Tall Sally
Fats Domino - Ain't That a Shame
Bo Diddley - Hey Bo Diddley/Bo Diddley
Roy Gaines - Jazz
O surgimento do rock 'n' roll significou um ligeiro enfraquecimento quanto à resistência à cultura negra. O rock’n’roll negro inalterado que Haley transformou, pode ser ouvido no trabalho sexualmente adulto de artistas tais como Hank Ballard and the Midnighters (“Work with Me, Annie”) ou “Big” Joe Turner, sendo que "Work with Me, Annie" foi adaptada para platéias brancas tornando-se “Dance with Me, Henry,” ao mesmo tempo em que "Shake, Rattle and Roll" só ganharia notoriedade ao ser gravada por Bill Haley.
"Work with me, Annie" - Trabalho Negro de Conteúdo Sensual - Hank Ballard and the Midnighters
"Dance With Me, Henry" - Versão "Branca" de Work with me, Annie
"Big" Joe Turner - Shake, Rattle and Roll (versão original)
Shake, Rattle and Roll (versão de Bill Haley para platéias "brancas"
O primeiro disco de rock 'n' roll a alcançar popularidade nacional foi “” gravado por Bill Haley and the Comets em 1955.
Haley obteve sucesso em criar uma música que atraísse a juventude devido ao seu excitante backbeat, seu urgente convite à dança e a dinâmica de sua letra. A melodia foi claramente criada por guitarra elétrica; a letra era pura e simples. Haley encerrou de forma abrupta a ascendência das baladas suaves e sentimentais populares nos anos 40 e início dos 50. Ele também obteve sucesso em traduzir rhythm and blues negro para um formato que as platéias adolescentes brancas pudessem entender.
Bill Haley & The Comets - Rock Around the Clock
O Rock’n’ Roll se tornaria mais popular uma vez que músicos brancos tais como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Buddy Holly, Carl Perkins e Pat Boone entre outros começaram a gravar sucessos de músicos Afro-Americanos com um sotaque branco.
Elvis Presley - Jailhouse Rock
Jerry Lee Lewis - Great Balls of Fire ao vivo no American Bandstand
Buddy Holly - That'll be the Day
Carl Perkins - Matchbox ao vivo em 1956
Pat Boone - Tutti Frutti
O Rock 'n' roll era para e sobre adolescentes. Suas letras abordavam problemas adolescentes: escola, carros, férias de verão, pais e mais importante, amor juvenil.
Os instrumentos primários do início do rock 'n' roll eram guitarra, baixo, piano, bateria e saxofone. Todos os aspectos da música—sua batida pesada, amplitude sonora, letras egoístas e entrega furiosa—indicavam um desafio adolescente aos valores adultos e a autoridade. Mesmo assim, artistas do Rock’n’Roll negro, previamente citados, tais como Chuck Berry and Little Richard – provavelmente os “pais verdadeiros do rock 'n' roll” não eram ao menos creditados. Somente para ilustrar o que está sendo explanado, Little Richard uma vez afirmou sobre Tutti-Frutti: “Eles colocaram o disco de Pat Boone em cima da cômoda e colocaram o meu na gaveta, debaixo das meias, mas eu estava na mesma casa.”
Após 1964 Rock’n’Roll foi simplesmente chamado de "rock". A mudança na terminologia indica tanto a continuidade com e uma quebra do período inicial; rock já não era mais apenas para dançar. Após 1964 grupos Britânicos tais como os Beatles e os Rolling Stones influenciaram esse estilo musical, ampliando-o ao ponto de gerar mudanças comportamentais e culturais as quais pode-se dizer se reverberam até o presente.
Alan Freed, o disc jockey creditado como a pessoa que cunhou o termo rock & roll, nasceu Albert James Freed em 15 de Dezembro de 1921, perto de Johnstown, Pensilvânia.
No colégio Freed formou uma banda conhecida como The Sultans of Swing, na qual ele tocava trombone. Em 1942 Freed conseguiu seu primeiro emprego como radialista na WKST (New Castle, Pensilvânia). Ele assumiu o cargo de locutor esportivo na WKBN (Youngstown, Ohio) no ano seguinte. Em 1945 ele se mudou para a WAKR (Akron, Ohio) e se tornou famoso localmente tocando gravações de “hot jazz” e pop. Em 1949 Freed se mudou para a WXEL-TV em Cleveland.
O proprietário de uma loja de discos, Leo Mintz o convenceu a ser o apresentador de um programa de rhythm & blues na rádio WJW e em 11 de Julho de 1951, se auto-intitulando "Moondog," Freed foi ao ar. Em seu baile "Moondog Coronation Ball" (Baile da Coroação de Moondog) na Arena de Cleveland, com capacidade para 10,000 pessoas em Março de 1952, mais de 20,000 fãs (quase todos negros) destruíram os portões, o que ocasionou o cancelamento do baile. Esse é considerado o primeiro “concerto de rock” da história.
O mesmo também marcou o ponto no qual a audiência de Freed começou a incluir um número cada vez maior de brancos - que subsequentemente ouviram Freed referir-se ao rhythm & blues como "rock & roll.” Em setembro de 1954 Freed foi contratado pela rádio WINS em Nova York. No mês de Janeiro seguinte, ele fez acontecer um baile que se tornou um marco na cidade, promovendo performers negros como artistas de rock & roll.
Em um mês, a indústria da música estava anunciando discos de "rock & roll" em suas publicações. A proeminente carreira de DJ de Alan Freed terminou depois que a “payola” (termo utilizado para definir os valores pagos pelas gravadoras aos DJs para que tocassem seus discos, vulgarmente conhecido em português como “jabá”) se tornou ilegal nos EUA em 1960.
Rádio Luxembourg – Uma Rádio Pirata
Devido à grande força do sinal que Rádio Luxembourg difundia a toda Europa ocidental, a sua escolha musical encorajava a imitação por vários grupos domésticos. As companhias de discos também compravam tempo na Luxembourg para ainda mais promover a música de Little Richards, Chuck Berry a outros artistas afro-americanos. Quem eram os garotos escutando a estes sons nesta época na Inglaterra?
Podemos dizer que eram os que estavam crescendo juntamente com a reconstrução da Europa dizimada pela guerra.
Sedentos por novas tendências que possibilitar-no-iam a expressar a sua barbárie e a rebeldia, rock and roll foi adotado pela juventude européia, em sua maioria pelos baby-boomers britânicos. As músicas da Rádio Luxembourg eram escutados em lugares tais como Liverpool, Inglaterra, onde os jovens que mais tarde se tornaram os Beatles também estavam escutando e tentando copiar a música que eles escutavam.
Freed apareceu no famoso filme de Rock and Roll chamado Rock Around the Clock naquele ano, que “arrebentou a sala de cinema em Liverpool” de acordo com Ringo Starr, que estava entre os jovens que compareceram à estréia do filme na sua cidade natal. O show de rádio de Freed entrou na programação da Rádio Luxembourg, uma rádio pirata, tornando assim, “Black Rock and Roll” popular no Reino Unido.