Toe Jam
Se Lenno fez menção de toe-jam em Come Together...
Aqui vai uma bela toe-jam! Este é Tony Melendez....
O blog não passa de uma colcha de retalhos embasada na cultura pop gerada pelos Beatles e tudo que veio depois ou antes dos rapazes de Liverpool. Deixo aqui meus trabalhos de pesquisas como hobby. Sou Sergio Machado, também sou Sergio Aparecido Machado ou simplesmente "Panda". Todo o material aqui postado foi é fruto de extensas pesquisas como um hobby cultural! O objetivo desse blog é apenas esse mesmo: buscar realidades históricas a partir de um atalho chamado The Beatles.
Se Lenno fez menção de toe-jam em Come Together...
Aqui vai uma bela toe-jam! Este é Tony Melendez....
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Sergio "Panda" Machado
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02:28
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O filme Let it Be a meu ver, é “Existencialista” por excelência, do ponto de vista onde os Beatles acabaram atingindo o significado e a essência de suas vidas, em oposição de sua existência como banda ter sido criada por outros, no caso, a Beatlemania, o sonho a ser realizado imposto por outras entidades, no caso, os fãs. Os Beatles não deixaram de ser um grande produto da mídia em plena era onde se discutia a “Aldeia Global”. Foram consumidos por entidades externas, se deixaram consumir e por conseqüência funcionaram como marionetes de um sistema que deles necessitava para a perpetuação de ideais Platônicos. Não se tratava de conhecer as necessidades individuais, as necessidades que levam à satisfação individual.
Eu entendo o filme como o a manifestação do repúdio de pertencer a qualquer adequação de qualquer organismo independentemente de crenças, fetiches, carências de terceiros e especialmente dos sistemas. Entendo que seja a insatisfação com o superficial.
Dentro da máxima existencialista de que “a existência precede a essência”, podemos entender que a “existência” dos Beatles predominou sobre a “essência” de cada Beatle individualizado. Os Beatles foram muito mais focalizados e determinados como um uno para satisfazer-se o ideal Platônico do sistema, em detrimento à essência de cada membro da banda. O filme mostra (para mim) a rebelião contra as idéias Platônicas, onde um agrupamento de pessoas é a verdadeira realidade por trás das aparências das coisas mundanas.
O que o filme nos proporciona é a visão de um Beatle individualizado, por isso a dissensão daqueles que se definem ou se descobrem. Dentro do que preconiza Jean-Paul Sartre, o homem primeiramente existe, surge para o mundo e posteriormente se define. Enxergo o filme Let it Be sob essa ótica, onde a “posterior definição” de cada um dentro de suas “essências” é o elemento desagregador de uma união que existiu até que as definições individuais entraram em cena a partir de 1965.
Mas ainda dentro de um exercício Existencialista a La Sartre, nos deparamos com o fato de que o homem que se define, descobre a necessidade de ter liberdade, a qual segundo ele é “a condição a qual todos os homens estão condenados devido ao fato de possuírem escolhas”. Essa “definição” individual me soa como o “Anjo Exterminador” de Luis Buñel, onde a exposição das necessidades individuais leva ao “caos”. Teria o Anjo Exterminador, sido Yoko ou a percepção do desejo de liberdade por parte de cada Beatle? Unir-se em uma banda, é elemento volitivo individual, decorrente da liberdade que conduz à escolha. Permanecer em uma banda é outro elemento volitivo decorrente da liberdade. Até que ponto os quatro não tinham o mesmo desejo?
Ainda sob essa visão, pode-se afirmar que a partir do momento em que o homem se define, ele pode “desejar” ser algo e em seguida, o é, e muitas vezes esse “desejo” de ser algo pode dar margem a se fazer algo de má-fé, onde a má-fé poderia ser o fato de John ter trazido Yoko para o estúdio.
A má-fé poderia ser vista também como a escolha de Harrison em se rebelar contra Paul, bem como a necessidade de controle por parte de Paul, a apatia de Ringo, ou melhor, seu tédio pela percepção do ambiente e a falta de motivação, como conseqüência de sua própria escolha, ou em ter se juntado aos Beatles, ou mesmo do conformismo com sua posição dentro da banda, ou ainda simplesmente, o estado das coisas.
Considerando-se que o mundo “em si” seja “Absurdo”, ou melhor, “Injusto” sob a ótica de Albert Camus, uma vida significativa, pode a qualquer momento, perder todo o sentido. As razões que levam a isso, segundo Camus, podem variar de uma tragédia que destrua a vida de uma pessoa ou o resultado de um questionamento honesto por parte de um indivíduo sobre sua própria existência. Assim sendo, uma vida significativa poderia ser entendida como a existência de uma banda, a vida da mesma como um ser individualizado e toda sua história que conduziu à
insignificância do permanecer-se unida, pois cada Beatle, em um contexto existencialista, pode ter se definido, ou até mesmo, percebido a insignificância das coisas. A constatação de que no final tudo se resume a uma coisa só, qual seja absoltamente nada. Tal percepção do quanto isso tudo pode ser difícil para pessoas emocionalmente instáveis pode levar ao cerne do Existencialismo: a constatação de Albert Camus quando alega que “Existe apenas um único problema filosófico sério, qual seja o suicídio”.
Penso que os Beatles possam ter se suicidado em conjunto em frente às câmeras nesse “documento existencialista” (para mim), chamado “Let it Be.
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Sergio "Panda" Machado
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09:15
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Mharishi Mahesh Yogi, um guru para os Beatles, que introduziu o Ocidente a meditação transcendental, faleceu em sua casa na cidade holandesa de Vlodrop, disse um porta-voz.
Acredita-se que ele tivesse 91 anos.
De acordo com o porta-voz Bob Roth, "Ele morreu pacificamente por volta das 7hrs. da manhã”. O eterno primeiro guru dos Beatles, introduzido à banda por George Harrison, em 1967, foi o fundador do movimento Meditação Transcendental. Ele também referiu-se a sua morte como o resultado de "causas naturais", devido à sua idade.
Uma vez julgado misticismo hippie, a prática hindu de controle da mente a qual Maharishi ensinou, chamada meditação transcendental, gradualmente ganhou respeitabilidade médica.
Não há dúvida o seu nome está eternamente ligado aos Beatles devido à necessidade de equilíbrio emocional/espiritual de George Harrison, o que o fez buscar alternativas que o levaram ao Maharishi.
Sua decisão em participar de seu curso de Meditação Transcendental em 1968 após ter assistido a uma palestra de Maharishi em Londres em 1967 atraiu os outros três Beatles, que passaram a primeira parte de 1968 em Rishikesh, Uttar Pradesh, na Índia, estudando com o Maharishi Mahesh Yogi. Tal período foi marcado pela controvérsia em torno dos Beatles e seu relacionamento com Maharishi.
John Lennon abandonou o curso com um "gosto ruim", em suas próprias palavras, e descreveu sua "festas" como "nem sempre tão agradáveis como gostaríamos de vê-las." Lennon da decisão de caminhar para fora resultou na inspiração para ele escrever a música "Sexy Sadie", um clássico sintonizar a partir da White Album, que contém as duras versículo "O que você fez? Você fez um tolo de todos".
Há rumores tendenciosos da época sobre um possível envolvimento de Mia Farrow com o Maharishi, embora a sua autobiografia seja ambígua sobre o assunto.
De acordo com diversos autores, incluindo Cynthia Lennon, em 1978, Alexis Mardas (o chefe do The Beatles' Apple Electronics) deliberadamente propagar esses rumores, pois ele estava determinado a minar a sua influência sobre o Maharishi Beatles.
George Harrison afirmou no apoio ao Maharishi, "Agora, historicamente, há a história de que algo estava acontecendo, o qual não deveria ter sido feito, mas nada aconteceu." Esta declaração foi apoiada pelos comentários feitos por Paul McCartney em sua biografia aprovada. Apesar da polêmica, não houve verdade na hipótese de que o Maharishi estivesse “flertando”.
Aparentemente, John Lennon ficou realmente irritado com o Maharishi quando os Beatles souberam da morte de Brian Epstein em 27 de agosto de 1967 e as observações feitas sobre o seu falecimento pelo Maharishi. O Maharishi disse nessa altura "esquecam, sejam felizes". John não compreendeu as palavras do Guru devido a sua dor.
John Lennon admitiu "um erro de julgamento", ter escrito a sarcástica "Sexy Sadie" sobre o Maharishi. George Harrison desertou do movimento Hare Krishna, embora ele continuasse apoiando o Partido da “Natural Law” (Lei Natural) na Grã-Bretanha.
Se Brian Epstein não tivesse tomado seis comprimidos de Carbitral para dormir… Quem sabe? The Beatles poderiam ainda estar juntos no final das contas...
O Maharishi (primeiro vídeo no Youtube a informar sua morte)
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Sergio "Panda" Machado
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00:59
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Charles Hawtrey, citado por John Lennon de forma emblemática no início da canção “Two of Us” do álbum Let it Be, nasceu George Frederick Joffre Hartree em 30 de novembro de 1914.
Maiores detalhes no vídeo abaixo:
Em tempo, aproveite para saber o que eram os Deaf-Aids!
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Sergio "Panda" Machado
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01:40
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Lennon se refere a Walter Raleigh em sua canção "I'm So Tired" culpando-lhe pelo cigarro! Aqui está uma breve biografia desse alpinista social do século XVI.
Although I'm so Tired, I'll have another cigarette and curse Sir Walter Raleigh, he was such a stupid git...
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Sergio "Panda" Machado
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11:03
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Talvez a música Helter Skelter, considerada por muitos, como primeiro "Heavy Metal" da História, estigmatizada por Charles Mason quando do brutal assassinato de Sharon Tate e mais quatro amigos na casa localizada em Cielo Drive, nas colinas de Hollywood, onde Sharon, grávida de oito meses, residia com seu marido Roman Polanski em 09 de agosto de 1969, também possa ser a trilha sonora do que foram os anos 60, aqui descrito em seus fatos mais marcantes!
The 60's Time Line
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Sergio "Panda" Machado
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13:29
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É importante ressaltar o contexto social, político e econômico onde os Fab4 estão inseridos, considerando-se que John, Paul, George e Ringo sejam talvez os mais famosos "Baby Boomers" no mundo!
Esse vídeo também mostra um pouco do surgimento do rock'n'roll negro e sua influência nos jovens britânicos que deram início à 1ª Invasão Britância nos E.U.A.
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Sergio "Panda" Machado
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18:13
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As cores mórbidas das musicas de Lennon , me remetem a suposições de cunho ligeiramente “onanista”, uma vez que não possuo (ainda!) qualquer documento que possa embasá-las, mas algo me diz (não deus...talvez minha sintonia com o universo) que em I Want You, Lennon dentro de suas terapias “Primal Scream”, realmente queria, e o que deixava louco, conforme berra na citada canção, era deus, esse deus tão propalado dentro de uma perspectiva cristã (cá entre nós, mais ambígua que tudo que já vi ou li), o qual não encontrou pelo simples fato de que dentro de tal perspectiva, não o encontraria mesmo (que me desculpem os crentes que possam pensar de forma diferente, mas é assim que penso).
Quando buscamos um pouco de aprofundamento quanto à compreensão (ou tentativa de..) de Strawberry Fields, ainda dentro de minhas suposições onanistas, penso que Lennon buscasse informar que mais prático seria viver dentro de um manicômio do que buscar deus, afinal ali, “nothing is real and nothing to get hungabout...”, sendo assim, o que poderia ser mais cômodo que “Campos de Morango Para Sempre”???
Penso que o verso chave possa ser “That is you can't you know tune in but it's all right, that is I think it's not too bad” (“Ou seja, você não consegue, você sabe, entrar em sintonia, mas tudo bem, ou seja, eu penso que eu não seja tão mal”) e quando faz menção dos opostos “high and low”, pode ser que haja uma referência subliminar dos conceitos cristãos de “céu e inferno” (nada posso afirmar com convicção visto a falta de embasamento documentado) tão enraizados nas mentes humanas por obra dos “Money Makers” religiosistas???
Continua em "OS BEATLES - UMA ANÁLISE DE SUAS CRENÇAS, BUSCAS E INCERTEZAS" - 2
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Sergio "Panda" Machado
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13:11
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Finalmente, essa mente perturbada de Lennon, um dia acorda e resolve romper com o medo “cristão” (todos somos, fomos ou seremos tementes até quando agüentarmos...no meu caso...um dia acordei!) e esbravejar que não acreditava em deus, jesus, Beatles, elvis e tantos outros mitos em seu "testamento" sobre deus, quando na canção God, deixa bem claro que "O Sonho Acabou", a meu ver, o principal sonho, o de que deus existisse. Penso que essa seja a grande revelação que esse antes-cristão nos revela, dentro de toda sua realidade perante as irrealidades dicotômicas, e ainda dá satisfação à humanidade, que sempre tinha olhos para ele, e como!
O homem Lennon quase precisou se justificar ao papa (como se o papado tivesse algum valor exceto faturar alto!) quando disse que eram mais populares que cristo... e daí??? Já era o início de sua longa jornada de questionamentos e buscas, penso eu.
Lamento que Lennon tenha tido de “gritar” em suas terapias, para romper com os temores cristãos. Só foi encontrar a tão almejada “paz” quando se despiu das vestes cristãs e tratou de por a mão na massa, buscando o ativismo político. Quando, de verdade vestiu suas roupas originais. E dentro de um prisma político, há pouco espaço para crenças ou religiosimos (é claro... para aqueles que não misturam religiosismos com Real Politik para angariar votos!).
Continua em OS BEATLES - UMA ANÁLISE DE SUAS CRENÇAS, BUSCAS E INCERTEZAS - 3
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Sergio "Panda" Machado
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07:45
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Harrison seguiu um caminho alternativo, na prática, buscou uma abordagem mais tranqüila para encontrar essa tão almejada paz de espírito e tomou o trem para a Índia. Lennon foi junto e não tendo encontrado o deus dentro nos parâmetros cristãos, escreveu Sexy Sadie...
O grande mérito de George, em minha opinião, foi ter se apegado a algo com afinco que lhe ajudasse a manter o equilíbrio do espírito, esse hoje, mais rotulado como “energia”, ainda assim, a única verdade nesse circo de horrores implantado por Constantino I na Roma Antiga para reerguer o decadente Império Romano lá pelo ano 300 “depois de cristo” (quem fez essa divisão afinal?), que desvinculou o espírito da “Money Maker Mor”.
Lamento que o fundamentalismo cristão tenha se espalhado por todas as outras formas de crenças, pois, dentro de minhas convicções, Harrison não conseguiu ficar imune ao apego ao “Senhor”, aí se entenda “My Sweet Lord”, querendo vê-lo, senti-lo e tudo mais, e lamentando que demorasse tanto... Harrison era o homem certo no planeta errado (ao meu ver). Pelo menos, consegui ficar por aqui em equilíbrio, o que em si, já é um grande feito, quando a ordem das tábuas (que nunca vi!) impõe o temor e esse, impõe aos mais questionadores, a possibilidade do desequilíbrio.
As questões para Harrison eram urgentes, enquanto para Lennon, eram desesperadoras.
Continua em "OS BEATLES - UMA ANÁLISE DE SUAS CRENÇAS, BUSCAS E INCERTEZAS" - 4
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Sergio "Panda" Machado
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07:44
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